segunda-feira, 3 de novembro de 2008

o pouco que sobrou.

Chorei, chorei, chorei. Chorei tanto que achei que fosse morrer. Ou desmaiar. Ou simplesmente secar.
Fui abraçada por amigos, fui abraçada por colegas. Fui abraçada por gente que eu mal conhecia.
Sentiram pena de mim. E eu odeio isso.
Quando alguém fica triste por você e com você é sinal de afeto. Pensar 'ah, coitadinha' é outra coisa. É coisa completamente diferente.
Mas acontece, né?
É a vida.
Como dizia um clichê da minha época de primário, 'quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas'. Só nos resta aceitar e partir em busca de novas soluções.
Eu questiono, eu reclamo, eu me pergunto 'por que?', mas quem tem que fazer sentido é soldado e não a vida, já dizia um amigo.
O problema é que dói. Sonhar, desejar, planejar e levar um tombo desse jeito, levar um tombo com uma proporção dessas. Andar nas nuvens é muito, muito bom. O problema é a queda, que deixa arranhões que sabe se lá quando vão cicatrizar.
E o pior disso tudo foi ouvir o frio e seco 'sinto muito' da pessoa que eu esperava abraço, carinho e consolo.
Procurei o teu ombro pra chorar, mas só encontrei a tua indiferença.



A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
Eu acho que acabou

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